quarta-feira, 14 de abril de 2010
Um Simples Mundo
CARTA A MEUS FILHOS SOBRE O FUZILAMENTO DE GOYA.
(...)
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão de falar-vos tanto não é senão essa alegria que vem de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém está menos vivo ou sofre ou morre para que um só de vós resista um pouco mais à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente, sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição, e sobretudo sem desapego ou indiferença, ardentemente espero. Tanto sangue, tanta dor, tanta angútia, um dia - mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga não hão de ser em vão. Confesso que muitas vezes, pensando em horror de tantos séculos de opressão e crueldade, hesito por momentos e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que não o sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo final, meus filhos, pode dar-lhes aquele instante que não viveram, aquele abraço, aquele objeto que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam (amanhã).
E. por isso, o mesmo mundo que criemos nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa que não é só nossa, que nos é cedida para guardarmos respeitosamente em memória do sangue que corre nas veias, da nossa carne que foi outra, do amor que outros não amaram porque lhe roubaram.
Lisboa, 25 de junho de 1959.
Jorge de Sena
(...)
Acreditai que nenhum mundo, que nada nem ninguém vale mais que uma vida ou a alegria de tê-la.
É isto o que mais importa - essa alegria.
Acreditai que a dignidade em que hão de falar-vos tanto não é senão essa alegria que vem de estar-se vivo e sabendo que nenhuma vez alguém está menos vivo ou sofre ou morre para que um só de vós resista um pouco mais à morte que é de todos e virá.
Que tudo isto sabereis serenamente, sem culpas a ninguém, sem terror, sem ambição, e sobretudo sem desapego ou indiferença, ardentemente espero. Tanto sangue, tanta dor, tanta angútia, um dia - mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga não hão de ser em vão. Confesso que muitas vezes, pensando em horror de tantos séculos de opressão e crueldade, hesito por momentos e uma amargura me submerge inconsolável.
Serão ou não em vão? Mas, mesmo que não o sejam, quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado?
Nenhum Juízo final, meus filhos, pode dar-lhes aquele instante que não viveram, aquele abraço, aquele objeto que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam (amanhã).
E. por isso, o mesmo mundo que criemos nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa que não é só nossa, que nos é cedida para guardarmos respeitosamente em memória do sangue que corre nas veias, da nossa carne que foi outra, do amor que outros não amaram porque lhe roubaram.
Lisboa, 25 de junho de 1959.
Jorge de Sena
terça-feira, 13 de abril de 2010
Deu pra ti !
Já que não tenho o dom de modificar uma pessoa, vou modificar aquilo que eu posso: O meu jeito de olhar para ela. Ver que o que passou não voltará. Foi bom enquanto durou; E que eu nao não tenho o direito de de que ela me cause tal sofrimento. Se ela me faz tão mal em sua ausência com seu desprezo, pra que trazê-la junto a mim ?
Você L. não é fator determinante em minha vida. Tenho que chorar a lágrima certa pra não chorar a lágrima do arrependimento. Voce foi importante, a partir de agora naõ é mais. Daqui adiante levarei bagagens com o necessário pra que as viagens fiquem mais leves. Você já me cansou de mais, enjoei, peguei nojo, tu sufocou com tuas neuras e etc e tal... Abusou. Fique com a patota zen e "be happy, don´t worry!"
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Nathalia´s Secret
Como já disse não sei como escrever, tão pouco fazer críticas. Sei bem é criticar os outros, isso sou a melhor! Sei que sou boa em outras coisas também, não me lembro agora...mas sou. As pessoas que me conhecem, e que convivem comigo, me aturam ou me amam mesmo, sabem bem quem sou e meu potencial. Os ex "fiancés", sempre fui um livro aberto. Isso se deve a minha instabilidade nos polos. Ontem, liguei para um amigo e falei tudo o que estava sentindo, e acredito que ele entendeu bem o que eu quis dizer, até nas entrelinhas. Mas, aí vem a pergunta, aonde está a autoridade afetiva? Meus amigos, aqueles que me aceitam do jeito que sou tem o direito de dizer: Olha, não é bem assim, ou, você está se expondo demais. Sinto falta dessa autoridade, que nada tem a ver com autoritarismo. Eu sou autora, e dou a você a autoridade de me policiar, de me estender a mão, de me dizer: siga por aqui que será melhor pra você.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Jamais ameaçar
Toda vez que uma espada sai da bainha, precisa ser usada. Pode servir para abrir um caminho, ajudar alguém, ou afastar o perigo.
Mas uma espada é caprichosa, e não gosta de ver sua lâmina exposta sem razão.
Por isso, um guerreiro jamais faz ameaças. Ele pode atacar, defender-se ou fugir; qualquer uma destas atitudes faz parte do combate.
O que não faz parte do combate é desperdiçar a força de um golpe, falando sobre ele.
Um guerreiro está sempre atento aos movimentos de sua espada. Mas não pode esquecer que a espada também presta atenção aos seus movimentos. Ela não foi feita para ser usada com a boca.
Paulo Coelho (O Globo)
sábado, 3 de abril de 2010
Drop It On Me !!!

sexta-feira, 2 de abril de 2010
Talvez
Tal vez será que por ahora ya no hay nada que hablar
tal vez esta vez necesitamos tiempo para pensar
Y yo por mi parte propongo intentarlo de nuevo,volver a empezar
que por más que lo pienso no encuentro una sola razón para seguir sin tí
Tal vez me sorprendio la vida por la espalda
y tira y tira y se rompió la cuerda
Tal vez nunca entendí lo que eras para mí
Tal vez yo nunca supe a quien amaba
Por más que lo pienso no encuentro una sola razón para seguir sin tí
tal vez esta vez necesitamos tiempo para pensar
Y yo por mi parte propongo intentarlo de nuevo,volver a empezar
que por más que lo pienso no encuentro una sola razón para seguir sin tí
Tal vez me sorprendio la vida por la espalda
y tira y tira y se rompió la cuerda
Tal vez nunca entendí lo que eras para mí
Tal vez yo nunca supe a quien amaba
Por más que lo pienso no encuentro una sola razón para seguir sin tí
Assinar:
Postagens (Atom)




